Na mão de Jorge é cura na certa!

16 07 2008

Gustavo Abdel Massih*

Cabra sério, de sorriso escondido e frases em código

Quando você perguntar para Jorge da Cunha Santos o que ele mais gosta nessa vida, sem titubear ele responderá: de animais, e nada mais! Essa imensa paixão ele não saberá te explicar de onde surgiu, mas lhe contará excelentes ‘causos’ sobre a dedicação dele junto aos quadrúpedes. Você, leitor, estará diante do homem que até hoje trata dos animais como se fossem seus filhos adotivos, e que já completou 50 anos de assistências aos bichos enfermos, prenhas, desenganados e ferozes. Leia o resto deste post »





Damas das Mesas Ovais

13 07 2008

Bandidos da Cara Preta, se escondem embaixo de mesas cobertas com wisky barato e reescrevem a cada quatro anos as Mesmas imundices de outros legados Levianos e Corruptos. E o povo senta na Pica da Vaidade desses caras a fim de um Boquinha do Poder, ou um boquete no final do Mês. Vivo rodeado de gente assim, que quando levantam de Seus Chiqueiros pela manhã, pensam que será mais um dia contando os Pentelhos de Políticos.

Daí vira um gordo Viadinho para você e fala: “Ô, meu, te dou esse copo d’água mas você vai dar essa notícia como capa do Jornal”. Claro, Sua Besta, darei sim, escrevendo pricipalmente que o seu assessorado é um Bandido de Colarinho Encardido que arrastou a educação do seu Município para a vala e deixou mais de 900 professores - que também não são espécies que se cheire - a Ver Navios com placas escritas: “QUE SE FODA A EDUCAÇÃO DESSE PAÍS”. Claro que eu dou capa. E aí o gordo enrola a língua e o rabo dembaixos da Orelha e lhe dá um Mísero e Estúpido copo d’água, para que você lave a sua pegajosa e Verdadeira saliva da Maldade! Leia o resto deste post »





Julinatranqua

7 07 2008

Reações estranhas invadiam a platéia quando um Súbito ecoar de violas desafinadas expandia por todo o Parque festeiro. Síndromes risonhas partiam do íntimo do casal Sádico e Gozador que, sem pudores, delatava com dedos indicadores pessoas com vestimentas Diferentes das dele. Anões com chapéus era Pauta corrente naquele evento noturno. Uma Ode de infernais seres da pútrica raiz de Jaguariúna aglomerava-se na cabeceira de um palco minúsculo, prontos para Prestigiarem um grupo de Sem Noção que acabava de gravar uma merda de Um cd. Beiços para dentro, bundas para fora, tranças quilométricas e um Aglomerado de Zé ninguém.
Tudo sob olhares Infestados de raiva e desconfiança que caracteriza os Naipes daquela cidadela. Amontoados no (novamente) irrisório tablado de ferro, Abutres políticos babavam o Sangue da Bem Feitura em época eleitoreira. Ocultavam a ideologia gasta e manjada de uma banda de Reggae, para Propagandear as malvadezas repudiadas pelo Finado Bob Marley.
Assistindo a tudo, o Casal ria, de desespero inicialmente. Depois surfou na Louca Onda da vaidade e sacolejou os magros Rabos no bailado Extraterreno interiorano. Salve os Churros, Morangos, Pastéis e o Frio. Pois de resto, só o Resto é que se Prestou.





Medo e delírio com um radinho

7 05 2008

O bico do tênis branco cutucando o barro molhado na beira da estrada é sinal de que Juanir está ansioso. Além sujar os pés, esbraveja sozinho por não ter acordado mais cedo naquele domingo. Também não conseguia entender o por que gastou vinte minutos comprando legumes na feira, se o que já tinha em sua geladeira complementaria seus almoços até o meio da semana seguinte. Falava sozinho, resmungava, quase que rezando um terço de lamentações e injurias. Em diversos momentos esquecia o que iria acontecer naquele dia, e quando se lembrava, principalmente quando a vinheta da sua estação de rádio predileta ecoava do aparelho de pilhas pendurado no pescoço, fechava um dos punhos e comemorava sozinho, esticando o fino bigode espetado com um sorriso e o dedão da mão direita ao vento, símbolo máximo de um caroneiro. Uma cena que a cada dez minutos tirava a atenção do jovem frentista Jovaldo, que limpava as unhas encardidas sentado ao lado de uma bomba de gasolina, observando com indiferença as oscilações comportamentais daquele homem. Leia o resto deste post »





“Os dois do ônibus”

22 03 2008

No momento em que o jovem motorista César dos Santos estacionou o ônibus em uma das cinco vagas da rodoviária de Cambuí, apenas sete homens, espremidos entre a porta e o câmbio do veículo, puderam constatar a sua pura devoção a Nossa Senhora dos Viajantes:

- Ó Nossa Senhora dos Viajantes, minha mãe, me proteja em todas as minhas viagens, na minha estadia lá, e na minha viagem de volta. Amém!

Feita a reverência, puxou calmamente um dispositivo e a porta foi aberta. Encheu a boca de ar e soltou uma baforada de alívio. Os sete homens espremidos, seis agricultores bem vestidos e um jornalista maltrapilho, ficaram em silêncio e observando o ritual do jovem, e se esqueceram que agora estavam livres daquela viagem-pesadelo. 65 pessoas já mostravam sinais de impaciência e nervosismo lá atrás, mas aos poucos foram saindo em algazarra para o interior da rodoviária e, em seguida, alcançando outros bandos que subiam a ladeira da Avenida João Moreira Salles até a praça central da cidade. Leia o resto deste post »